5 Ideias De Educação Nutricional Para Idosos

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5 Ideias De Educação Nutricional Para Idosos

Apesar de encontrarmos proteínas em diversos alimentos de origem vegetal, a biodisponibilidade deles é bem menor que nos alimentos de origem animal, entretanto podem substituir perfeitamente as carnes uma ou duas vezes na semana. É importante retirar a gordura aparente das carnes, inclusive a pele das aves, esse tipo de gordura pode levar ao longo do tempo a contribuir para a piora de doenças cardíacas, a hipertensão, à hipercolesterolemia e agravar de forma importante o acúmulo de gordura visceral. Use azeite de oliva para temperar saladas e pratos prontos, sem exagerar na quantidade. Leites, queijos e iogurtes são as principais fontes de cálcio na alimentação. O cálcio atua no fortalecimento dos dentes e ossos, sendo ainda essencial para a regulação dos batimentos cardíacos e para a contração muscular. Dietas do tipo "Low Carb" não são aconselhadas para terceira idade, isso porque a principal fonte de energia, especialmente para as células cerebrais, são provenientes dos carboidratos.

Nutrição para idosos


A saliva tem papel relevante no processo digestivo, na prevenção de cáries e das doenças periodontais e na lubrificação das mucosas. Nas pessoas idosas, os estudos que sugerem diminuição da função salivar têm sido confundidos com a presença de enfermidades e, ou, com uso de medicamentos (Russel, 1992). De acordo com este autor, é provável que as poucas células salivares que sobrarem em uma idade mais avançada sejam mais eficientes em suas funções. De fato, muitas medicações têm o poder de afetar a função da glândula salivar e tornar-se mais intenso o ressecamento bucal, segundo Lewis et al. citado por Cormack (1998). O consumo médio de medicamentos por idosos é em torno de 1,7 tipos diferentes, e o fluxo salivar diminui em relação direta com o aumento no número de medicações, com efeitos potencialmente hipossalivatórios. A maior parte dessas drogas está associada a efeitos de inibição do fluxo salivar, resultando num potencial aumento da suscetibilidade a cárie dental (Cormack, 1998).
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Nutrição para idosos


As  dicas citadas podem ajudar a pessoa idosa a se alimentar melhor para absorver a quantidade necessária de nutrientes. Porém, é imprescindível buscar auxílio profissional, como a presença de um cuidador ou técnico de enfermagem. Uma boa nutrição é importante para qualquer ser humano, não importando a sua idade.

Nutrição para idosos


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Foi lindo ver as reações, já que muitos deles nunca tinham visto uma cachoeira”, lembra Ana Cláudia Fontes. A equipe da ação extensionista busca firmar compromisso com a população local, orientando sobre cidadania, justiça social e luta por direitos. Além dos idosos, os familiares também são sensibilizados para questões como abandono, maus tratos a pessoas idosas e importância do cuidado com a saúde nutricional e mental do grupo atendido. A ênfase da atuação está na saúde nutricional, tendo em vista a inexistência de um profissional nutricionista na instituição, conhecida pela população como Lar dos Vovozinhos.
Como ressalta Muller et al. (2007, p. 180) “dentre as alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, que afetam a composição e o estado nutricional dos idosos, está a substituição progressiva da massa corpórea magra por gordura e tecido conjuntivo”. Por isso a avaliação nutricional é tão importante para essa faixa etária, devido também aos riscos maiores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e outros déficits na saúde, decorrentes da idade (LAGE et al. 2018). A população idosa no Brasil tem aumentado consideravelmente, com esse crescente, é necessário novas estratégias para assegurar ao idoso o direito à uma alimentação saudável.
Para isso, é necessário novas políticas de saúde na atenção primária que garantem a eles o acesso à avaliação nutricional e à orientação profissional para obter novos hábitos alimentares. Além disso, outros fatores podem influenciar para o déficit nutricional de idosos em instituições de longa permanência, como a solidão, depressão, dificuldade de deglutição, comprometimento cognitivo e funcional (DAMO et al., 2018). Dessa forma, é imprescindível a avaliação nutricional para identificar o estado nutricional do idoso. Além disso, “a avaliação nutricional do idoso é fundamental nos cuidados continuados de saúde para detectar precocemente a desnutrição” (LAGE et al., 2018, p. 7). A saúde pública no Brasil tem apresentado um alto índice de problemas relacionados à má alimentação, ao déficit nutricional que as pessoas apresentam devido aos seus hábitos alimentares. Além do crescente número de Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DCNT, como a obesidade, diabetes, anemia, desnutrição e outras (TAVARES et al., 2015).
A ideia é distribuir pratos de acrílico para cada participante e dispor na mesa imagens de alimentos recortados de revistas, cola e pincel. Com o grupo de idosos formado, essa é uma boa prática de “aquecimento”, antes da palestra ou dinâmica. Pode ser uma notícia, uma entrevista, uma carta ou o relato de alguém, apresentando situações bem semelhantes à realidade dos participantes da oficina. As cartas fazem parte da diversão de muitas pessoas, de várias idades, sem falar que os jogos são ótimos instrumentos de fixação da aprendizagem. Nesse jogo, porém, ganha quem formar primeiro um cardápio equilibrado com as cartas. Todos os idosos devem ser rastreados para desidratação, preferencialmente através da osmolaridade sérica ou plasmática medida diretamente, sendo considerada desidratação valores acima de 300 mOsm/kg (R58, R59).
“Novos desafios, com relação a problemas reais ou a situações imaginárias perante o mundo, surgem.  Dessa forma, é necessário o desenvolvimento de ações de prevenção e promoção de saúde mental e nutricional, principalmente aquelas voltadas aos idosos em situação de acolhimento devido às violências sofridas”, ressalta a coordenadora. Como ressalta Gomes et al. (2018, p. 2000) “o crescimento acelerado da população idosa acarreta, de imediato, aumento da carga de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Cerca de 80% dos idosos brasileiros têm pelo menos uma DCNT, o que representa um grande desafio ao sistema de saúde”, isso demonstra a importância de investimentos em promoção e prevenção à saúde.
O monitoramento nutricional desses indivíduos é de extrema relevância para que o serviço de assistência e promoção de saúde sejam planejados de forma adequada (TAVARES et al., 2015). As alterações que acometem o organismo durante o processo de envelhecimento contribuem para o comprometimento do estado nutricional e, como há relação da desnutrição com a sarcopenia, a nutrição tem papel relevante em minimizar o desenvolvimento da doença. Com o envelhecimento, o fígado é submetido a algumas alterações anatômicas e funcionais.
Exatamente na velhice, fase da vida em que os indivíduos necessitam de maior apoio familiar e comunitário, verifica-se que no país está ocorrendo redução desta assistência. A situação de isolamento vivido pelo idoso brasileiro é ainda potencializada pela sua posição econômica, que, nos últimos anos, tem contribuído para o aumento da desnutrição (Coitinho et al., 1991). Estudos apontam que é possível alcançar, por meio da promoção da saúde e prevenção de doenças, um envelhecimento saudável, preservando a capacidade funcional do idoso pelo maior tempo possível.