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É importante salientar que a alimentação na terceira idade não deve ser relacionada ao sacrifício. A restrição de alimentos nessa fase de vida somente deve ser feita sob orientação profissional. Este valor deve ser individualmente ajustado quanto ao estado nutricional, nível de atividade física, estado da doença e tolerância (Recomendação 1, R1). Doutora em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norta Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). Professora da Universidade Estácio de Sá (UNESA) em Campos dos Goytacazes. Tem experiência na área de nutrição clínica, nutrição materno-infantil, nutrição e saúde ocupacional e ciência e tecnologia de alimentos.
Nesse sentido, estudos sobre o consumo alimentar do idoso não devem se restringir à análise qualitativa e quantitativa. Atualmente, sabe-se que o edentulismo não é conseqüência natural do envelhecimento, e que os dentes naturais, quando bem tratados, podem permanecer em funcionamento por toda a vida (Dunkerson, 1998). As principais causas de ausência de dentes e de uso de próteses totais na terceira idade são decorrentes de cáries não tratadas e da periodontite, embora essas causas possam ser previníveis com a tecnologia atual. A perda de apetite em idosos tem sido, geralmente, relacionada com ausência de elementos dentários e com o uso de próteses, de acordo com Carlsson citado por Cormack (1998). Em 1989, foi realizada a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN), com o objetivo central de avaliar o estado nutricional da população brasileira mediante a coleta de dados antropométricos.
A Redação Nutritotal é formada por nutricionistas, médicos e estudantes de nutrição que têm a preocupação de produzir conteúdos atuais, baseados em evidência científicas, sempre com o objetivo de facilitar a prática clínica de profissionais da área da saúde. Durante os 3 primeiros dias de NE ou NP em idosos desnutridos, atenção especial deve ser dada aos níveis sanguíneos de fosfato, magnésio, potássio e tiamina, que devem ser suplementados mesmo em caso de deficiência leve (R42). Mestra em Ciências da Saúde e Meio Ambiente pela Universidade Plínio Leite (UPL). É professora da Universidade Estácio de Sá (UNESA) e nutricionista do Hospital Ferreira Machado em Campos dos Goytacazes.
Ao idoso é garantido o direito à alimentação e à saúde na Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, a referida lei caracteriza o idoso como a pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos (BRASIL, 2003). A revisão integrativa trata-se de uma análise de pesquisas através de bibliografias que dão suporte para a realização de um estudo sistemático para habilitação sobre determinado conhecimento na área da saúde. “Este método de pesquisa permite a síntese de múltiplos estudos publicados e possibilita conclusões gerais a respeito de uma particular área de estudo” (MENDES, et al., 2008, p. 759). A nutrição tem um papel fundamental no processo do envelhecimento, na etiologia de doenças relacionadas com a idade.
Os fatores que afetam o consumo alimentar das pessoas idosas são reconhecidos como de risco para o desenvolvimento da má nutrição. Este artigo busca fazer uma revisão abrangente sobre esses fatores, procurando também elucidar as condições de nutrição dos idosos brasileiros. A compreensão desses fatores pelos profissionais de saúde amplia o entendimento das condições peculiares que determinam o estado nutricional do idoso e que devem ser trabalhadas de forma interligada, para manutenção ou restauração da eutrofia. O envelhecimento causa muitas mudanças físicas, biológicas e psíquicas nos idosos, por isso, a eles é assegurado legalmente os seus direitos fundamentais e prioridades.
Parece que a sensibilidade da vesícula biliar pode estar diminuída nas pessoas idosas (Khalil et al., 1985). A função pancreática diminui em ratos mais velhos quando comparados com os novos (Greenberg & Holt, 1986). Em pessoas idosas, parece que o pâncreas é capaz de funcionar bem, sem condições de estresse, no entanto, sob estimulação repetida com secretina ou colecistocinina, a secreção pancreática da referida população cai significativamente (Gullo et al., 1986). O crescimento bacteriano excessivo no intestino pode também ocorrer, como resultado da diminuição da secreção ácida. Tal fato interfere na disponibilidade biológica dos nutrientes e pode resultar na menor ação dos sais biliares, na má absorção da gordura e na diarréia (Podrabsky, 1995).
“São ingredientes como salsinha e cebolinha, encontrados na horta do quintal de casa e cujas combinações oferecem pratos saudáveis, ricos em nutrientes necessários para o dia a dia dos nossos idosos”, enfatiza. Mesmo durante a pandemia, a ação extensionista segue atuando no Lar dos Vovozinhos, com realização de avaliação nutricional e produção de cardápios. As interações sociais foram suspensas como medida de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus.
Em estudo de Lima-Costa et al.11, analisando a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), os idosos com renda mais baixa, quando comparados aos de renda mais elevada, apresentam piores condições de saúde e capacidade funcional, bem como menos uso dos serviços de saúde. Isso confirma que os indivíduos de baixa renda estão em desvantagem quanto à situação de saúde, incluindo a nutrição. O presente trabalho busca descrever os fatores que interferem no consumo alimentar e na nutrição do idoso. De maneira complementar, discutem-se os aspectos mais relevantes dos principais problemas nutricionais na atualidade que afetam esses indivíduos. Para Lins et al. (2019) os idosos são mais fragilizados, pois apresentam um quadro clínico de redução da força, resistência e função fisiológica, tornando-se vulneráveis ao declínio funcional, podendo até levar à dependência ou óbito, quando são expostos a um estressor.
Conforme Aranceta-Bartrina (1988), a integração social é outro fator que tem papel relevante na alteração do consumo alimentar do idoso. A solidão familiar e social predispõe o idoso à falta de ilusão e preocupação consigo, fazendo com que se alimente de forma inadequada em quantidade e qualidade. Nesses casos, há tendência ao desestímulo para comprar e preparar alimentos variados e nutritivos (Arhontaki, 1990; Moriguti et al., 1998). Verifica-se, com freqüência, elevado consumo de produtos industrializados, como doces e massas, ou de fácil preparo, como chás e torradas. Essa modificação no comportamento alimentar certamente afeta a adequação de nutrientes ao organismo dos idosos e coloca-os em risco de má nutrição (Aranceta-Bartrina, 1988; Arhontaki, 1990; Nogués, 1995).