Insira os alimentos aos poucos e de diferentes formas, seja no suco, no caldo, no sanduíche, in natura, na salada ou combinado com outros pratos. Se mesmo assim a criança não gostar do sabor, troque esse alimento por outro nutricionalmente parecido. “Esses alimentos não são ofertados na creche, pois as unidades de educação infantil seguem um cardápio considerando as necessidades da faixa etária, conforme as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Eles estão sendo ofertados no ambiente familiar, conforme foi constatado nos questionários respondidos pelos próprios pais”, revelou a coordenadora. Como pano de fundo, a pesquisadora ressalta a investigação sobre o aumento de obesidade no mundo, já considerada um problema mundial. As causas incluem mudanças no modo de vida da população – rápida urbanização, avanços tecnológicos, livre comércio, entrada da mulher no mercado de trabalho etc.
Esse cenário cresce em parte devido a uma herança genética (poligênica), mas o ambiente favorável faz parte deste novo formato da vida moderna. Veja as novidades Os maus hábitos alimentares foram construídos com o aumento da ingestão de calorias ruins, alimentos altamente calóricos, ricos em gordura e sal, pobres em nutrientes, aliados ao consumo excessivo do açúcar, dos refrigerantes e de fast food. Neste quadro vê-se não só crianças, mas adultos, altamente viciados em alimentos com alto teor de gordura, sal e açúcar. Para que as crianças criem hábitos alimentares saudáveis, os pais precisam, desde cedo, inserir alimentos variados no cardápio, com todos os macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micronutrientes (sais minerais e vitaminas) necessários.
Nesses documentos, estão disponíveis orientações alimentares com foco na promoção da saúde e na prevenção de doenças. O consumo precoce e continuado desses alimentos, advertiu Longo-Silva, leva ao incremento de doenças crônicas não transmissíveis, a exemplo de diabetes, hipertensão, colesterol alto, dislipidemia, síndrome metabólica, câncer, entre tantas outras. “Há o aumento de mais de 50% na incidência dessas doenças na população infantil. Males que antes só acometiam os adultos, hoje ocorrem em crianças na primeira infância por causa dessa alimentação tão ruim como foi revelada pelo Sinucri”. A psicóloga e influenciadora digital Flavia Melissa é mãe de Gael, 5 anos, e Dante, 2. Todos, incluindo o marido e pai das crianças, são veganos e durante a pandemia tiveram uma experiência positiva em relação aos hábitos alimentares.
A seguir, veja dicas de médicos e nutricionistas para ajudar as crianças a comer bem e crescerem fortes e saudáveis. Primeiramente, é preciso entender que uma alimentação infantil adequada inclui alimentos de qualidade nutricional e em quantidade adequada para as necessidades de cada faixa etária. Evidencia-se a importância da formulação de políticas públicas que incentivem o consumo de alimentos saudáveis, como, por exemplo, o aumento da tributação sobre produtos industrializados. Ainda, faz-se necessária a consolidação da regulamentação do marketing de alimentos pouco nutritivos direcionados ao público infantil no Brasil, além de estratégias voltadas para auxiliar os pais a reduzirem os efeitos da TV sobre os hábitos de seus filhos. As crianças estão cada vez menos dependentes de seus pais no aprendizado de valores consumidores. A tarefa da instrução tem sido atribuída, entre outros agentes, à TV, atualmente uma das principais fontes de informação sobre novos produtos para crianças7,8.
Devido a esse aumento as inadequações nutricionais podem afetar a evolução da gestação, o desenvolvimento fetal e gerar consequências na saúde da criança ao longo da infância. O estudo de abordagem quantitativa teve suas informações obtidas pela aplicação de um questionário que foi encaminhado por meio da plataforma Google Forms, devido ao distanciamento social imposto pela Pandemia de Covid-19. O questionário enviado era composto por 15 perguntas que se referiam aos hábitos alimentares das mães durante a gestação, primeira infância, bem como sobre os práticas alimentares de seus filhos e totalizaram 41 participantes. Conclui-se que os hábitos alimentares errôneos das mães, durante a gestação e na primeira infância, podem influenciar negativamente os hábitos alimentares de seus filhos. É importante estimular a gestante para que pratique hábitos alimentares saudáveis já nesta fase da vida e que os mantenha, de forma a contribuir para o desenvolvimento boas práticas alimentares em seus filhos. Vale ressaltar que hábitos desenvolvidos na primeira infância tendem a se estender para a vida adulta.
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É formada em Comunicação Social-Jornalismo e Letras-Português, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e especializada em Mídia e Política e Atores Sociais pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Também é Promotora Legal Popular (PLP), com formação em direitos das mulheres da União de Mulheres de São Paulo. Natural de Santa Catarina e radicada em São Paulo-SP desde 2011, é apaixonada por plantas e por cachorros, especialmente Gabo e Mercedes. Acredita no poder transformador da educação, das palavras e dos novos olhares.
Com o cancelamento das aulas presenciais, Gael, que almoçava e lanchava na escola (que possui acompanhamento nutricional), passou a fazer todas as refeições em casa. “Eu não sou nutricionista, mas por ser vegana eu acabo entendendo bastante dos grupos alimentares e nós acabamos prestando bastante atenção nisso nesse período”. Por não terem acesso a restaurantes veganos e estarem em isolamento dos familiares, Flavia incluiu na rotina cozinhar em todas as refeições.
A análise dos manuscritos foi feita juntamente com a audição das gravações para detectar as diferentes entonações dadas às falas pelas crianças. Esse processo foi realizado três vezes a fim de permitir a familiarização com o conteúdo dos grupos focais, verificar as repetições de palavras, e identificar os principais temas mencionados. Palavras e frases utilizadas pelos participantes foram analisadas para determinar o grau de similaridade entre as respostas.