Algumas dessas terapias (ventosaterapia, raspagem e moxabustão) causam lesões que podem ser confundidas com sinais de trauma ou abuso. Considera-se que essas terapias estimulam a energia do corpo e permitem que as toxinas sejam eliminadas do corpo. No entanto, o grau de eficácia dessas terapias foi medido por um número muito reduzido de pesquisas de alta qualidade. Saiba a resposta As técnicas de interação mente-corpo baseiam-se na teoria de que os fatores mentais e emocionais podem influenciar no estado de saúde física.
É importante lembrar que saúde não é ausência de doenças, completo bem-estar físico, mental e social. A medicina tradicional chinesa percebe o ser humano como um microcosmo dentro do macrocosmo universal. O fluxo de energia ch'i percorre o universo e o ser humano, mantendo-se em um estado de equilíbrio dinâmico entre polos de natureza oposta, o yin e o yang. A acupuntura é a forma terapêutica mais difundida nesta área, que engloba ainda o uso de ervas medicinais, massagens e práticas de exercícios derivados de artes marciais. Em um hospital universitário na Nigéria, 160 pacientes portadores de neoplasia foram entrevistados, com o objetivo de avaliar a prevalência do uso de MCA6. Em 65% dos casos, os pacientes confirmaram que faziam uso de MCA paralelamente ao tratamento convencional, sendo que as formas mais utilizadas foram ervas medicinais (51.9%).
A medicina alternativa é um tratamento apresentado no lugar de um convencional; por exemplo, alguns adolescentes usam ervas em vez de medicação antidepressiva. De modo geral, encontramos entre nossos entrevistados não médicos uma disposição unânime de aceitar a prática do acupunturista não médico. Já entre os médicos não houve unanimidade, embora tivesse ocorrido ampla aceitação, em alguns casos com a restrição de que haja a supervisão de um profissional médico para os casos envolvidos.
Quanto à conveniência e à oportunidade administrativas, a Secretaria de Estado da Saúde manifestou-se desfavoravelmente ao autógrafo proposto e recomendou o veto total a ele. A justificativa está na constatação de que o Estado de Goiás já está inserido na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e na Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares, criada pela Lei nº 16.703, de 23 de setembro de 2009. As PICS integram e complementam tratamentos convencionais, contribuindo para a identificação das causas e melhoria de sintomas que afetam o bem-estar das pessoas, inclusive para problemas crônicos de saúde. O usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) pode fazer uso das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, a partir da avaliação, indicação e condução de um profissional capacitado e, assim, ter acesso a um cuidado continuado, humanizado e integral da saúde.
A história da institucionalização das medicinas alternativas e complementares vem ocorrendo com alguns percalços nas últimas décadas no Brasil. A acupuntura, em particular, tem encontrado obstáculos em seu desenvolvimento por conta da ação dos conselhos médicos, que aceitam a acupuntura, desde que ela seja praticada exclusivamente por profissionais médicos. Veja as novidades Atualmente, algumas poucas universidades renomadas já inseriram em seus currículos esse tipo de prática como disciplina, porém os avanços têm sido lentos11.
Aliadas aos métodos da medicina tradicional, as práticas integrativas promovem a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, como destaca Edinaldo Correia Novaes, do Coletivo Nacional de Saúde do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Quanto à inserção da acupuntura na rede de serviços de saúde, o apoio institucional da Secretaria de Saúde tende a se ampliar, pois existem atualmente 42 acupunturistas cadastrados, mas somente 50% deles atuam na rede pública. Saiba as novidades Em resumo, dados da literatura sugerem fortemente que o uso de MCA é freqüente e usualmente omitido pelos pacientes durante a entrevista médica e de enfermagem. Da mesma forma, a equipe médica não parece incluir este tipo de questionamento durante as entrevistas com o paciente. Considerando a falta de informações consistentes sobre a segurança, eficácia e potenciais interações das várias formas de MCA com o tratamento convencional, parece-nos que este tema merece maior atenção por parte da comunidade científica. Nos EUA, estima-se que o mercado de MCA movimente cerca de 34 bilhões de dólares por ano, recursos estes gastos fora do sistema de saúde3.
Como a pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2004, ela coincidiu com o auge do processo de incorporação das práticas alternativas e complementares de saúde. Em uma série consecutiva de 100 pacientes adultos, portadores de neoplasias malignas, atendidos no Hospital Mario Kroeff, na cidade do Rio de Janeiro, durante o ano de 2008, 65% dos casos revelaram fazer uso de MCA concomitantemente ao tratamento convencional, sem o conhecimento da equipe médica. Ervas medicinais (40%) e suplementos vitamínicos (17%) foram os tipos de MCA mais utilizadas por esta população (Leal F et al, comunicação pessoal).
Neste estudo, mais de 50% dos pacientes não tinham mencionado à equipe médica o fato que utilizavam MCA5. A medicina convencional e a medicina alternativa devem atuar de maneira conjunta, sendo que esta última funciona como um tratamento complementar para promover a saúde física e mental do paciente. A fitoterapia foi a única prática terapêutica alternativa e complementar que recebeu aceitação unânime, sem restrições, por parte de nossos entrevistados. Ajuda a compreender esta aceitação o fato de que a lógica terapêutica da fitoterapia não se antagoniza com a lógica mecanicista da medicina alopática. Nesse sentido, a fitoterapia é percebida, mesmo por médicos alopatas comprometidos com a forma terapêutica convencional, como detentora de alguma eficácia, ainda que menor, em relação aos medicamentos químicos em geral. Após a anuência da Secretaria de Saúde para a realização da pesquisa, contatos foram realizados, primeiramente, com os coordenadores dos cinco distritos de saúde, com um objetivo mais exploratório.