Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil

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Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil

Hantavirose é uma doença rara, que é causada por uma infecção do Hantavírus, um gênero de vírus com vários subtipos, sendo que todos são capazes de causar a  doença. O vírus se aloja no organismo de ratos, por exemplo, e é transmitido para o ambiente por meio de sua urina e de suas fezes. Caso o ser humano inale os odores desses materiais ou sua pele entre em contato direto com essas substâncias, ele pode desenvolver a hantavirose. A doença de Lyme é uma doença causada pela picada de um carrapato contaminado pela bactéria Borrelia burgdorferi, levando ao aparecimento de uma mancha vermelha circular na pele, que aumenta ao longo do tempo. Por se tratar de uma doença rara em território brasileiro, caracteriza-se como agravo inusitado, sendo, portanto de notificação compulsória e investigação obrigatória.

Controle de doenças transmitidas por vetores


Leishmaniose – Pouco se fala, mas a leishmaniose também é uma endemia que precisa de ações de vigilância epidemiológica por parte da Sespa e Secretarias Municipais de Saúde. No que tange à febre de chikungunya, a queda no número de casos chegou a 36%, com o registro de 85 casos confirmados da doença de janeiro a junho de 2021 e 133 confirmados no mesmo período de 2020. “Só os dez municípios com maior número de casos são responsáveis por 88,93% do total de casos do estado e, considerando os Centros Regionais de Saúde (CRSs), cerca de 70% dos casos de malária abrangem municípios do 9º CRS, que tem sede Santarém, com 6.106 casos confirmados”, observou a coordenadora. Controle Vetorial com tratamento químico de criadouros, aspersão espacial com utilização de inseticidas visando a eliminação do vetor infectado, distribuição de mosquiteiros impregnados com substancia específica de longa duração em localidades da área rural com maior transmissão da doença. A utilização de inseticidas em saúde pública tem por base normas técnicas e operacionais provenientes da Organização Mundial de Saúde (OMS), que preconiza os princípios ativos desses produtos e recomenda as doses para os vários  tipos de tratamento disponíveis. O controle biológico se baseia no uso de parasitas, patógenos ou predadores naturais ou moléculas biológicas para o controle de populações do vetor, tais como Bacillus thuringiensis israelensis (BTI), espinosina ou  peixes predadores de larvas do mosquito como os peixes da espécie Gambusia affinis.
Na aplicação residual insetos adultos, por contato com uma superfície coberta com o inseticida, se contaminam e morrem. Já por nebulização espacial (popularmente chamada fumacê) o controle ocorre através de fina névoa de partículas de inseticidas que são distribuídas no ar e atingem os adultos voadores daquele momento. O artigo de Costa e colaboradores4 está sendo republicado em virtude de o texto anterior ter apresentado erros na versão impressa que, apesar da errata enviada, não foi considerada suficiente para o aproveitamento de um artigo muito oportuno e relevante.

A abordagem visa melhorar a eficácia, a relação custo-efetividade e a sustentabilidade do controle, ecologicamente adequado, de doenças transmitidas por vetores. Resumidamente, a adoção do MIV obedece a um processo cíclico que envolve análise situacional, desenho de operação e planejamento, implementação, monitoramento e avaliação. Todos as equipes e laboratórios de entomologia da Sesa realizam a investigação básica da biologia e distribuição dos vetores para dar suporte aos programas e avaliar o impacto das ações de controle das doenças.  https://pt.wikipedia.org/wiki/Droga_sint%C3%A9tica Em colaboração com a Vigilância Epidemiológica e os agentes de endemias, as equipes realizam planejamento mensal e fazem cotidianamente a captura e análise laboratorial de vetores. É esse trabalho, por exemplo, que identifica os municípios com infestação pelo Aedes aegypti, divulgados semanalmente no Boletim Epidemiológico da Dengue.

“A picada se dá quando esse mosquito pica alguém doente e adquire o vírus e aí transporta esse vírus quando ele pica outra pessoa, então esse vírus é inoculado nessa outra pessoa”, completa. A nota diz que segundo o Regulamento Sanitário Internacional (2005) é preciso haver uma zona livre de vetores nos portos marítimos, aeroportos e cruzamentos terrestres e dentro de um perímetro de 400 metros em torno desses pontos de entrada. Após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento administrados em comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Vamos continuar atuando juntamente com os Centros Regionais de Saúde garantindo apoio, assessoria técnica e capacitação aos 144 municípios paraenses”, afirmou. Segundo a coordenadora de Entomologia, Bárbara Almeida, em relação à doença de Chagas, uma das atividades importantes é a implantação de Postos de Informação de Triatomíneo (PITs), onde a população pode entregar barbeiros capturados em suas casas. A data comemorativa foi instituída pela lei 5.352 de 8 de novembro de 1967, com a finalidade de promover a educação sanitária e despertar na população a consciência do valor da saúde. Outro objetivo é homenagear e recordar a vida e o trabalho de Oswaldo Cruz, um dos principais responsáveis pelas erradicações de perigosas epidemias que acometiam o Brasil no final do século XIX e começo do século XX.
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Controle de doenças transmitidas por vetores


A saúde de uma população está associada aos seus determinantes sociais e ambientais, o que inclui as características climáticas de uma determinada região (Krieger, 2001). O Setor Estratégico de Saúde está diretamente associado aos direitos elementares das pessoas, sendo inclusive um direito destacado pela Constituição Federal Brasileira de 1988. Em relação às mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde humana, a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2021) tem  destacado a necessidade de direcionar avaliações e subsídios às políticas e programas no setor saúde para apoiar a tomada de decisão, inclusive do setor público, como tem sido realizado pelo AdaptaBrasil MCTI. Durante o ano todo de 2020, foram confirmados 228 casos de leishmaniose visceral e 3.159 de tegumentar. As leishmanioses são doenças infecciosas não contagiosas de curso crônico, causadas por protozoários do gênero Leishmania, causando as formas clínicas tegumentar (cutânea e mucosa) e a visceral. Quando não tratadas precocemente causam deformidades importantes no caso da tegumentar, e óbito no caso da visceral. Leia a história completa