Brasil Saúde Sexual E Reprodutiva E Enfermagem: Um Pouco De História Na Bahia Saúde Sexual E Reprodutiva E Enfermagem: Um Pouco De História Na Bahia

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Brasil Saúde Sexual E Reprodutiva E Enfermagem: Um Pouco De História Na Bahia Saúde Sexual E Reprodutiva E Enfermagem: Um Pouco De História Na Bahia

Consequentemente, o currículo contribui para a formação de profissionais que reproduzem em sua prática a falta de integralidade na atenção a mulheres e homens, quaisquer que sejam sua classe, raça, etnia, geração, restringindo-se a aspectos biológicos. Para as docentes entrevistadas, as práticas desenvolvidas no ciclo gravídico-puerperal envolvem o pré-natal, o alojamento conjunto, a atuação em centro obstétrico, a prevenção de câncer cérvico-uterino e de mama e o planejamento familiar. Algumas também citaram o cuidado de enfermagem no climatério e na menopausa, além da assistência à mulher idosa. Duas mencionaram a atividade educativa e as oficinas para o incremento das práticas assistenciais.
Pode-se dizer que os conteúdos detalhados são importantíssimos para a formação de todo profissional de saúde, uma vez que o preparam para lidar com diversas questões sociais, culturais e de gênero. Torna-se, pois, indispensável implementar a transversalidade desses conteúdos em outras disciplinas curriculares a fim de possibilitar a incorporação da integralidade do cuidado à formação profissional. Os currículos e demais documentos das disciplinas analisados guardam relação com as falas das docentes entrevistadas e com o direcionamento dado à proposta de ensino do curso de graduação em Enfermagem da UFBA, em resposta às demandas de formação na área de saúde. Num primeiro momento, até início dos anos 1980, sem influências das reflexões oriundas do movimento de mulheres e depois absorvendo suas ideias e propostas, especialmente após a constituição do GEM, grupo de pesquisa com esse enfoque.
Todas as estudantes passavam por todos os campos de forma contínua, sem repetir a prática ou o programa de saúde. As docentes procuravam fazer com que tivessem uma visão ampliada das questões construídas socialmente e culturalmente, abordando todos os conteúdos com enfoque de gênero, numa perspectiva feminista. A CIPD foi um marco importantíssimo no que se refere a saúde sexual e reprodutiva, pois trouxe à tona esses conceitos de forma mais abrangente ao discuti-los numa perspectiva que ultrapassava os limites do biológico e a obrigatoriedade da reprodução para as mulheres. Com isso, possibilitou mudanças no âmbito governamental e político vigente, em que a maioria dos países desenvolvia programas verticais com ênfase no ciclo gravídico-puerperal(5). O reconhecimento da fragmentação da assistência à saúde da mulher, denunciada pelas feministas, passou a ser compartilhado por sanitaristas, demógrafos, cientistas sociais e militantes de partidos políticos.

É o período da vida que compreende a maturação sexual de meninas (8 -13 anos) e meninos (9 -14 anos). A saúde sexual e reprodutiva ainda é um tema cercado de tabus, seja pela falta de conhecimento ou por preconceitos. O comprometimento, por parte do Estado, com a saúde reprodutiva é fundamental para colaborar em reduzir consideravelmente o número de casos de gravidez na adolescência. Mariana Rodrigues, 17 anos, integrante do Nuca, acredita que diálogo e informação são elementos-chave para ajudar outros adolescentes a que se cuidem e não tenham vergonha de falar sobre determinados temas. Para ela, o Nuca é o espaço em que podem fazer isso, unir vozes e se tornar multiplicadores.
https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2009/11/05-estudo-do-unodc-mostra-crescimento-das-drogas-sinteticas.html Conclui-se que o direito à saúde sexual reprodutiva da mulher é um direito fundamental, assim como, do ponto de vista normativo, é o direito à reprodução sexual assistida, porém essa temática é controversa no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Foram observadas lacunas de conteúdo que fazem parte da temática da saúde sexual e reprodutiva, como a discussão sobre a sexualidade e a reprodução de mulheres homossexuais, bissexuais e transexuais, mulheres indígenas e trabalhadoras da zona rural e as repercussões do HTLV no ciclo gravídico-puerperal.  https://brasilescola.uol.com.br/drogas/crack.htm#:~:text=O%20crack%20%C3%A9%20uma%20droga Também há pouco aprofundamento sobre como as profissionais de enfermagem devem lidar com questões relativas à sexualidade.

Também foram utilizadas variáveis explicativas, tais como sexo (masculino e feminino), região (norte, nordeste, centro-oeste, sul, sudeste) e tipo de escola (pública e privada). Todas elas são tratáveis e curáveis, principalmente se o diagnóstico for precoce e o paciente tiver boa adesão ao tratamento. Por fim, existem outros dispositivos, como o diafragma vaginal — feito de borracha, que impede a entrada de espermatozoides no útero — e o anel vaginal — também feito de borracha, faz a liberação progressiva de hormônios.

Saúde sexual


A disciplina relacionada à saúde da mulher sofreu várias modificações de nomenclatura até atingir a atual denominação, ou seja, Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher. As mudanças não são apenas de nomenclatura, mas se fazem presentes nas ementas, nas metodologias e nos conteúdos.  https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13814-custo-de-bem-estar-da-guerra-as-drogas-corresponde-a-r-50-bi-por-ano Exemplo disso é que, na década de 1970, estes estão voltados para a obstetrícia, envolvendo o ciclo gravídico-puerperal e algumas questões ginecológicas relacionadas a possíveis intercorrências no processo reprodutivo. Na década de 1980 são incluídas discussões sobre a política de assistência integral à saúde da mulher, o papel da mulher na sociedade, a fisiopatologia nas diversas fases do ciclo vital da mulher, fertilidade, infertilidade e assistência no planejamento familiar. Como conceitos transversais a todas as áreas de atenção a saúde, considera-se que sua inclusão na formação em Enfermagem contribui para o exercício dos direitos humanos(7). O estudo objetivou analisar a inclusão dos conceitos de saúde sexual e reprodutiva nos currículos da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, de 1972 a 2006.
O processo de ensino e aprendizagem, que já era influenciado pelas propostas de Paulo Freire(13-14), apropriou-se da pedagogia feminista(15). Observa-se mais uma vez a influência do GEM e do feminismo para transformação dessas práticas, o que contribuiu de forma significativa para construção de uma metodologia inovadora, baseada nos conceitos de gênero e raça/etnia e voltada para uma atenção humanizada. A disciplina de Atenção a saúde da mulher, vista até então de forma biológica, passa a adotar uma visão da mulher como um todo, nos aspectos reprodutivos, sexuais, psicológicos e sociais.

Ou seja, estar saudável sexualmente abrange diversos outros fatores que não somente a ausência de uma doença. É um conceito que incorpora aspectos positivos quanto à aceitação da sexualidade e suas relações. Ter experiências sexuais prazerosas, seguras e livres de qualquer tipo de violência também é cuidar da saúde sexual. Isso quer dizer que está relacionado a todo o nosso ser e a forma como vivemos em sociedade. Como você viu, a saúde sexual é um assunto bastante amplo que envolve diversos aspectos. É muito importante se manter sempre informado a respeito e colocar em prática as formas de prevenção e de autocuidado.