Cooperação Internacional Departamento De Doenças De Condições Crônicas E Infecções Sexualmente Transmissíveis

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Cooperação Internacional Departamento De Doenças De Condições Crônicas E Infecções Sexualmente Transmissíveis

Um exemplo do crescimento entre a colaboração internacional, destacado por Borrell-Damian, são os editais internacionais de pesquisa. Financiados por diferentes agências de fomento da Europa e América do Norte, eles contaram com pesquisadores de diferentes regiões do mundo. “Isso já existia antes da pandemia, mas acredito que o padrão de pesquisas multinacionais pode se repetir mais vezes futuramente”, concluiu.
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Os seminários são oportunidades de compartilhamento de experiências e definição de colaboração em pesquisa. Congregam palestrantes brasileiros e franceses, entre ativistas, profissionais de saúde, gestores e especialistas, além de ex-estagiários e representantes da sociedade civil. De 1990 a 2020, foram realizados 27 seminários técnico-científicos, acerca de temáticas prioritárias para ambos os países. A cooperação com a França é a mais antiga que o Brasil desenvolve na área de HIV, outras ISTs e hepatites virais. Tem sua origem em 1967, em Paris, quando foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica e Científica Brasil-França, seguido do Decreto Legislativo nº 3, de 1968, e promulgado pelo Decreto nº 63.404, de 1968. O programa de cooperação foi então estabelecido em 1990, visando à qualificação de profissionais brasileiros e ao fortalecimento das respectivas respostas nacionais aos agravos supramencionados, nas áreas de vigilância epidemiológica, prevenção, assistência, capacitação da sociedade civil e gestão de programas.
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Com a implementação desses recursos em caráter emergencial durante o período pandêmico, abriram-se caminhos para a consolidação das tecnologias como aliadas no atendimento em saúde no Brasil. “Os estudantes têm a oportunidade de vivenciar desafios da saúde em contextos distintos, contribuindo para uma compreensão mais ampla das necessidades e realidades em diferentes países. Esses intercâmbios também trazem benefícios para a assistência médica local, ao trazerem perspectivas e conhecimentos internacionais que podem contribuir para a melhoria dos serviços de saúde oferecidos à população”, pontua. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem trabalhado em prol da uniformização da regulação sanitária a nível global, elaborando guias e diretrizes a partir da colaboração de especialistas de diferentes países, como o WHO Expert Committee on Specifications for Pharmaceutical Preparations. O papel inicial dessa aproximação entre as agências sanitárias ao redor do mundo foi o de absorção de know-how pelas autoridades sanitárias de economias menos desenvolvidas.
Em relação à covid-19, a OMS foi responsável pela identificação do surto, por videoconferências com médicos chineses, diretamente da província de Wuhan, onde a enfermidade se manifestou primeiramente, e por disseminar os mecanismos de tratamento indicados. Também é por intermédio da organização que são emitidos os principais boletins que indicam a distribuição geográfica dos casos, entre outras atribuições. A participação da Fiocruz no Hub da OMS começou a ser desenhada em março de 2022, quando Ihekweazu visitou a Fundação e convidou a instituição a ser uma parceira do Hub, que, na época, estava sendo montado na capital alemã. Quatro meses depois, em julho do ano passado, o diretor do Departamento de Informação de Emergência em Saúde e Avaliação de Risco da OMS, Oliver Morgan, esteve na Fiocruz para discutir como essa atuação conjunta seria.
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/354190/noticia.htm?sequence=1&isAllowed=y

Colaboração internacional em saúde


https://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna
Mesmo que eventualmente criticada pelo lag temporal para declarar situação de pandemia global no mês de março de 2020, desde o início do surto na China no final de dezembro de 2019, a rápida e proativa diplomacia da saúde engendrada pela OMS em um contexto emergencial de difusão internacional do novo coronavírus não acontece por acaso. É, antes, o resultado da experiência em uma trajetória histórica em que essa organização internacional esteve previamente envolvida em esforços de macrocoordenação da governança da saúde global em seis surtos com potencial pandêmico (Sars, Mers, pólio, zika, H1N1 e ebola), previamente considerados casos de emergência internacional. A organização, subordinada à ONU (Organização das Nações Unidas), criada em 1946 e com entrada em vigor em 1948, é a principal responsável pela cooperação internacional na área da saúde. “Criamos também parcerias com as associações de jornalistas para treinar profissionais sobre temas relacionados à pandemia. Para evitar confusões e mal-entendidos era preciso que informações muito técnicas estivessem acessíveis para toda a população.

Colaboração internacional em saúde


O primeiro deles foi a criação de um sistema para controle de gestão de licenciamento, que será inicialmente usado pelo time comercial. No MdE também estão compreendidas áreas de cooperação para o avanço da vigilância integral e genômica de interesse pandêmico e do estudo de projetos para mitigação, adaptação e cooperação intersetorial no campo das mudanças climáticas e saúde. A colaboração abrange ainda o apoio à Rede Internacional de Vigilância de Patógenos (IPSN), da qual a Fiocruz também faz parte; atividades de capacitação para a implementação da vigilância; e o desenvolvimento de um intercâmbio científico entre a Fiocruz e o Hub. Ao lado de ter escancarado desigualdades, a pandemia mostrou a importância de parcerias e da colaboração internacional de pesquisa, na avaliação de especialistas reunidos no Seminário Virtual das Américas, promovido pelo Global Research Council (GRC), de 1 a 3 de dezembro. Mas com a necessidade de distanciamento social, o uso de tecnologias interativas se impôs como um recurso alternativo e seguro para proteger pacientes e profissionais.
A Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos (International Coalition of Medicines Regulatory Authorities – ICMRA) publicou, no dia 22 de julho, um documento acerca da relevância da colaboração internacional para viabilizar as evidências do mundo real (EMRs) nos processos decisórios da regulação. A pandemia atingiu países e regiões de maneira diferente e também mostrou as grandes desigualdades do mundo em relação à infraestrutura de pesquisa e disponibilidade de recursos. Ao final de seis anos de curso, o aluno Augusto Bressanim, que participou do programa e visitou os dois países, afirma que foi a experiência mais transformadora de sua vida acadêmica.
Edrin Thomas, arquiteto de soluções da 10decorders, reforçou como a troca de conhecimento tem um papel crucial para fomentar a inovação. De acordo com ele, a principal vantagem está no fato de alavancar mutuamente as habilidades e os recursos complementares para que grandes objetivos sejam alcançados, criando um valor que transcende a soma das capacidades individuais e gerando melhores resultados. “Minha experiência no Brasil, e particularmente com a Shift, tem sido verdadeiramente enriquecedora e gratificante.