Dspace Ufgd: Acesso À Saúde Pública No Brasil: Uma Questão De Limites

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Dspace Ufgd: Acesso À Saúde Pública No Brasil: Uma Questão De Limites

Em contraste, a população de alta renda, majoritariamente branca, tem maior acessibilidade aos serviços de saúde de alta complexidade, em função da concentração espacial desses serviços e de tal parcela da população nas regiões centrais dos maiores centros urbanos. Os resultados do estudo contribuem para um melhor entendimento da dimensão geográfica das desigualdades de acesso à saúde nas maiores cidades brasileiras, evidenciando como a universalidade do acesso a este serviço essencial é condicionada por fatores sociais, econômicos e relativos ao transporte. O acesso aos serviços de saúde é um tema multifacetado e multidimensional envolvendo aspectos políticos, econômicos, sociais, organizativos, técnicos e simbólicos, no estabelecimento de caminhos para a universalização da sua atenção.

A medida é especialmente útil para idosos, que muitas vezes necessitam se consultar com diversos médicos e podem sofrer uma série de desconfortos com deslocamentos constantes. Basta telefonar para o consultório do médico pelo qual você deseja ser atendido, marcar a consulta e comparecer no dia combinado. A) Para receber as informações solicitadas, você nos autoriza a usar o seu nome, endereço de e-mail e/ou telefone e assuntos de interesse (a depender da opção assinalada e do interesse indicado). Pandemia e legado do SUSDiante da maior emergência sanitária da história mundial, a pandemia de Covid-19, o SUS passou por uma grande reestruturação e teve fortalecida a vigilância epidemiológica. O Brasil passou a produzir imunizantes com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional, o que garantiu o processo de incorporação tecnológica, conferindo autossuficiência na produção nacional.

Acesso à saúde


Na dimensão simbólica, estão incluídas as percepções, as concepções e a atuação dos sujeitos, as representações sociais sobre o processo saúde-doença, e a forma como o sistema de saúde se organiza para atender às necessidades. No entanto, estudos5-7 evidenciam as oportunidades de uso de serviços de saúde antes e após a implementação do SUS e apresentam avanços e limites na garantia do seu acesso universal5,7-17. Os limites associados, principalmente, a fatores socioeconômicos ou pelas barreiras geográficas e os avanços relacionados a ampliação da oferta de serviços na rede básica de saúde. De 2008 a 2013,  a procura por serviços de saúde aumentou de maneira significativa na população brasileira, principalmente entre indivíduos sem plano de saúde, com menor escolaridade e residentes em zona rural. Em 2013, a cada 20 indivíduos que buscaram atendimento nos quinze dias anteriores à entrevista, um não conseguiu ser atendido no primeiro local onde buscou atendimento.

Ajudamos a garantir que nossos produtos cheguem as pessoas que precisam, investindo em sistemas de saúde. Estamos fazendo mudanças para abordar a acessibilidade e ajudar a garantir que nossos medicamentos inovadores beneficiem o  maior número possível de pacientes. De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 196, a saúde é direito de todos os cidadãos e cabe ao Estado garantir o acesso universal e igualitário aos serviços a ações para sua promoção, proteção e recuperação por meio de políticas públicas. A quinta e última dimensão de análise do acesso, a simbólica, adentra no campo da subjetividade em sua dinâmica relacional, envolvendo a compreensão do processo saúde-doença, cultura, crenças e valores de sujeitos e grupos sociais que vivem em diferentes territórios nas áreas onde os serviços se organizam para ofertar a atenção loco-regionais.

Acesso à saúde


De 2008 a 2013, a população idosa aumentou de 8,8 para 13,0%; a proporção de indivíduos que se declararam de cor da pele branca diminuiu de 54,0 para 45,6%; e o percentual de indivíduos sem instrução diminuiu de 27,7 para 16,2%. A cobertura por plano de saúde se manteve estável, com sutil aumento em 2013, alcançando 27,9% da população brasileira (Tabela 1). As políticas de saúde devem ser capazes de eliminar a barreira financeira entre os serviços e a comunidade, de enfrentar a mercantilização do setor saúde e a desproporção oferta/demanda existente; e construir uma rede de atenção regionalizada e hierarquizada que garanta o acesso universal, equitativo e integral.  https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11343.htm A proposição de políticas de saúde para grupos específicos gera polêmica por ser, a princípio, contrária à universalidade defendida na Carta Magna. "Verifica-se que importantes justificativas teóricas são impostas para a adequação dos serviços às demandas, porém o acesso à APS não deve lançar mão de nenhum método ou processo que eleja populações prioritárias, visto que, no sistema, esse nível é considerado a porta de entrada"37. Mesmo considerando que grande parte de unidades ambulatoriais brasileiras são de propriedade estatal42, a distribuição destes serviços ainda não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes Estados brasileiros.
Estas ações estratégicas podem promover a superação de carências históricas da oferta nos serviços de saúde, em todos os níveis de complexidade do sistema de saúde. Outrossim, o crescimento da demanda por serviços de saúde no Brasil pode ter contribuído para a manutenção do problema da falta de acesso. O aumento na busca por atendimento, em quase todos os grupos avaliados, embora maior entre os mais pobres e aqueles sem doença crônica, sugere uma demanda mais abrangente e diversificada. Este achado sinaliza um acesso aos serviços de forma mais igualitária e apropriada, independentemente das condições econômicas e de saúde. Em pesquisa29 realizada sobre a oferta e demanda dos serviços de saúde bucal na ESF de um município da Região Nordeste da Bahia, observa-se a incerteza no acesso e a desconfiança na qualidade dos serviços, afastando segmentos sociais do sistema público, que acabam optando pelo desembolso direto ou por um plano de saúde privado.
As vagas são exclusivas para equipes de Consultório na Rua (eCR) de modalidade I e II, de 88 municípios. A iniciativa, junto ao Mais Médicos, irá possibilitar que todas as eCR tenham profissionais médicos em sua composição. De forma assemelhada, no Canadá, o CIHI adota o termo acessibilidade para se referir à habilidade dos clientes/pacientes para obter cuidado/serviço no lugar certo, no momento certo, e de acordo com as necessidades.  https://portal.fiocruz.br/taxonomia-geral-6-doencas/dependencia-quimica No quadro de referência da Austrália, é utilizada a expressão “cuidado acessível”, concebida como a capacidade das pessoas para obter cuidado em saúde, no lugar certo e no tempo adequado, independente da renda, localização geográfica e condições sócio-econômicas. "O que nós temos é que intensificar. Nós temos que fazer com que o número de equipes de saúde bucal aumente, nós já tivemos um crescimento significativo, saímos de 4 mil para 10 mil, queremos chegaraté o final de 2006 com algo em torno de 20 mil equipes, isso já vai dar uma cobertura bastante razoável." Outra grande vantagem das clínicas populares é que elas concentram médicos de diversas especialidades, o que ajuda a economizar tempo e dinheiro.