O Hábito Alimentar Da Criança Pode Levar A Problemas Na Idade Adulta? Blog Saúde Infantil

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O Hábito Alimentar Da Criança Pode Levar A Problemas Na Idade Adulta? Blog Saúde Infantil

Para evitar que se tornem adultos obesos ou com excesso de peso, os pais devem ficar  alerta e combater a obesidade infantil, principalmente nos primeiros anos de vida.  https://site.mppr.mp.br/projetosemear/Pagina/Informativo-Tematico-052022 Ensinar a criança a manter uma alimentação saudável pode ser um desafio e tanto para os pais, ainda mais, diante da rotina atribulada e do tempo curto para pensar no preparo de alimentos. Não à toa, uma pesquisa revelou que 51% das mães brasileiras afirmam ter dificuldades para alimentar os filhos. Principalmente, aqueles que comem pouco, querem sempre a mesma coisa ou mesmo não se interessam pela comida. O estudo, realizado pela Abbott Nutrition, ouviu 984 mães de todas as regiões do Brasil e mostrou que esse comportamento é mais comum entre os 3 e os 7 anos de idade.

Com o cancelamento das aulas presenciais, Gael, que almoçava e lanchava na escola (que possui acompanhamento nutricional), passou a fazer todas as refeições em casa. “Eu não sou nutricionista, mas por ser vegana eu acabo entendendo bastante dos grupos alimentares e nós acabamos prestando bastante atenção nisso nesse período”. Por não terem acesso a restaurantes veganos e estarem em isolamento dos familiares, Flavia  incluiu na rotina cozinhar em todas as refeições.
E, se o seu filho não come verduras e legumes, você pode conferir em nosso blog mais dicas para uma alimentação infantil saudável. Em resumo, o ARFID na infância pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares no futuro. É importante que os pais e cuidadores estejam cientes dos sinais e sintomas e procurem ajuda profissional se houver preocupações com a alimentação da criança. O tratamento precoce pode ajudar a prevenir problemas de saúde física e mental no futuro. Os bons hábitos alimentares são, sem dúvida nenhuma, fundamentais para que os pequenos tenham força e vitalidade, afinal, os nutrientes dos alimentos ajudam efetivamente no crescimento das crianças e, além disso, interferem no seu desenvolvimento cognitivo  e físico.

No entanto é por volta dos 2 anos que as preferências assim como das suas recusas alimentares se tornam evidentes. Essa fase, aliada à diminuição da velocidade de crescimento com consequente decréscimo das necessidades nutricionais culmina na diminuição do apetite e do volume alimentar consumido. Além de divulgar os dados, a ação também buscou ressaltar a importância dos educadores na tarefa de promover hábitos alimentares saudáveis. “A escola, como janela de oportunidades, pode e deve trabalhar o assunto como tema transversal quando se ensina as outras disciplinas. Isso está previsto em dispositivos legais da educação”, defendeu Risia Menezes.

Hábitos alimentares infantis


Para que a criança saiba se guiar do quanto ela precisa naquele momento, de qual a quantidade ideal pra ela naquela refeição, sabendo trabalhar e respeitar a saciedade”, destaca a nutricionista. “Durante a apresentação, os próprios gestores levantaram algumas possibilidades de como poderiam atuar para solucionar os problemas. Fizemos um diagnóstico e, a partir de agora, eles têm uma referência para direcionar suas ações, identificando questões precocemente para implantar políticas públicas para essa população”, destacou Longo-Silva. Ainda conforme o estudo, com um ano de vida, 42,3% tinham tomado refrigerantes e 39,5%, suco artificial; 56,9% comeram salgadinhos de pacote; e 78,7%, petit suisse (um tipo de bebida láctea adocicada).  Descubra como se beneficiar Sim, existe uma relação entre transtornos alimentares do adulto e o Transtorno de Evitação/Restrição Alimentar (ARFID) na infância.
Entretanto, as pressões comerciais voltadas para essa população e as mensagens cuidadosamente direcionadas a segmentos específicos do público infantil são cada vez mais frequentes8.  https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2009/11/05-estudo-do-unodc-mostra-crescimento-das-drogas-sinteticas.html Estudos indicam que as crianças que prestam mais atenção às propagandas de TV compram mais os produtos anunciados19. No caso da televisão brasileira, é grande o número de propagandas de alimentos, em sua maioria produtos de baixa qualidade nutricional31. As crianças de escola particular disseram receber mesada e presentes em dinheiro dos familiares, enquanto as de escola pública referiram ganhar o troco das compras, trabalhar ou realizar tarefas em casa em troca de dinheiro.

Ela conta que os profissionais do hospital não trabalham com dietas ou mesmo com proibição de alimentos, mas sim em construir uma alimentação saudável. “Ensinamos algumas estratégias para a criança aprender a lidar com a comida. A obesidade deve ser combatida porque ela é um forte fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Pessoas obesas têm mais chance de sofrer infarto, AVC, trombose, embolia e arteriosclerose, além de problemas ortopédicos, apneia do sono e alguns tipos de câncer.
Flavia conta que, para isso, é preciso destacar que a família lança mão de alguns privilégios e que têm uma dinâmica diferente da experiência da maioria das famílias. “Moramos na praia (Ilhabela-SP), eu e meu marido trabalhamos em casa e, embora não tivéssemos tido ajuda externa, nós temos trabalhos que nos possibilitam a dedicação às atividades domésticas. Além disso, as crianças têm a oportunidade de tomar sol no quintal, além de acessarmos a ciclovia para praticar atividades físicas”, enumera. Além disso, o ambiente em que a criança é criada também pode influenciar o desenvolvimento de transtornos alimentares. Se a criança cresce em um ambiente onde a comida é usada como uma forma de conforto emocional ou como uma recompensa, isso pode levar a uma relação emocional com a comida e a uma maior probabilidade de desenvolver transtornos alimentares.
Na atualidade, muitas vezes, a boa alimentação tem sido negligenciada em detrimento das comidas práticas, industrializadas, calóricas e prejudiciais à saúde. Esse tipo de alimento compromete a imunidade das crianças, pode provocar alergias, além de causar problemas sérios como, por exemplo, a obesidade infantil. Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno é o alimento mais completo e indicado para os bebês. O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês e mantido até os dois anos de idade ou mais, desde que tenha a função nutritiva e respeite a vontade da criança e da mãe.