tratamento dependência química 12

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tratamento dependência química 12

Como As Atividades Terapêuticas Auxiliam No Tratamento Da Dependência Química?
para receber, acolher e tratar esses pacientes são imprescindíveis para que o tratamento seja realizado de acordo com as necessidades do dependente químico. Não existe uma alternativa única para tratar o transtorno, ela pode variar de acordo com o quadro clínico do paciente. Geralmente, o tratamento se inicia com a redução de dano, que é quando a pessoa não aceita ajuda inicial e então profissionais de saúde auxiliam com medidas para
Pode-se dizer que tal abandono está vinculado com o início do tratamento pelo fato de os usuários mostrarem-se conscientes de que estão viciados e precisam esquivar-se da droga. Isto é referido por Rigotto e Gomes (2002), ao destacarem que estar consciente dos problemas ocasionados pela dependência e reconhecê-los como tal tem papel fundamental para a recuperação e para conseguir manter-se em abstinência. Sobre o motivo da internação, a característica marcante que apareceu nas entrevistas, a busca por mudanças, ocorre como uma consequência do abandono da droga. Percebe-se que essa transformação engloba mudança de vida e de hábitos e, ainda, pode trazer-lhes melhora na saúde já que a droga é vista como uma doença.


dependência química tem vontades que outra pessoa saudável não apresenta. Além disso, outro sintoma da dependência química vai fazer com que a pessoa use e abuse de uma droga até não ter mais controle sobre seu uso. A dependência química consiste no uso excessivo e desenfreado de substâncias  que ameaçam a saúde e o bem-estar físico e mental de uma pessoa.
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Este trabalho permitiu aos usuários que falassem sobre seus sentimentos frente ao uso de drogas e suas angústias e expectativas vinculadas ao tratamento. Pesquisas qualitativas com esse propósito são importantes na medida em que proporcionam espaço para reflexão sobre o assunto, uma vez que as oportunidades de os usuários exporem suas angústias e desejos são escassas durante o período de desintoxicação. Ainda, este trabalho mostra caminhos para novas pesquisas que possam ser realizadas nesse âmbito, buscando verificar a participação da família no tratamento e o que os familiares têm a expor sobre o tratamento. Contudo, é importante destacar que não se avaliou o local onde foi realizada a pesquisa e seu programa de atendimento aos usuários, mas somente buscou-se conhecer a percepção dos usuários ali internados.


Além disso, os resultados encontrados fazem parte de um recorte temporal específico, uma vez que os estágios motivacionais são dinâmicos e suscetíveis à mudança. Sugere-se, pois, a realização de outros estudos, com outros tipos de delineamento, utilizando amostras mais representativas e procurando identificar os estágios motivacionais preponderantes. Tais providências por certo proporcionarão análises mais amplas, acerca do tratamento e dos fatores influentes na motivação e na recuperação dos dependentes químicos em tratamento. O estágio de contemplação, predominante no presente estudo, pode explicar o alto número de internamentos, os quais sugerem uma grande quantidade de recaídas. Büchele, Marcatti e Rabelo (2004) destacam que a dependência química é um transtorno crônico que, pela própria natureza, apresenta tendências a episódios de recaída.
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Verificou-se que a maioria dos participantes se encontra no estágio de contemplação, enquanto os que estão em recuperação, por causa do uso do crack, apresentam maior motivação para a mudança, quando comparados com os indivíduos dependentes de álcool. Constatou-se ainda que os indivíduos que estão em tratamento em fazendas de recuperação se encontram mais motivados do que os que se recuperam em hospitais psiquiátricos. Segundo o Ministério da Saúde (Brasil, 2004), a prioridade da política de atenção aos usuários de álcool e outras drogas tem sido a criação de CAPS ad.
As clínicas especializadas para dependentes químicos oferecem muitas abordagens para o tratamento nas várias partes do ser humano sendo biológica, psíquica, social e até mesmo espiritual. Tais estratégias devem levar em conta ainda dois agravantes, a baixa adesão e a falta de motivação para o tratamento, os quais acarretam frequentes recaídas. Segundo Magrinelli e Oliveira (2006), é consenso na literatura mundial o alto índice de recaídas dos indivíduos dependentes, independentemente da modalidade e do número de tratamentos a que eles se submetem ao longo de suas vidas. Nesse sentido, a motivação mostra-se um fator de relevância em relação à adesão ao tratamento. Segundo dados fornecidos pelo local, o hospital possui 16 leitos para internações de usuários dependentes de drogas, sendo que cada usuário permanece internado por 21 dias (usuários de crack ficam internados 42 dias).
Já no segundo tipo, a dependência apresenta sintomas físicos quando o indivíduo não utiliza a droga, conhecido como "síndrome de abstinência" (CEBRID, 2009). Esta pesquisa objetivou identificar, a partir de um delineamento qualitativo e transversal, as percepções de dependentes químicos sobre a internação hospitalar para a realização de desintoxicação. Participaram 12 usuários com idade entre 19 e 57 anos que realizavam o tratamento em um hospital do interior do Rio Grande do Sul, cujo tempo de internação variou de 3 a 39 dias. Os principais resultados apontaram a importância dada ao tratamento pelos usuários; ao desejo de voltar a ter saúde; a necessidade de apoio profissional. As expectativas após a desintoxicação envolveram a o ingresso à área acadêmica, tratamentos complementares, superação da adição e o relacionamento familiar. Conclui-se que os usuários valorizam o tratamento, assim como o envolvimento da família, o que pode contribuir para estudos longitudinais que possam verificar a influência de tais variáveis no sucesso terapêutico.
Ou seja, por experienciarem maiores prejuízos, tanto clínicos quanto psicossociais, os indivíduos com dependência química mais grave apresentavam maior prontidão para a mudança. Diante do exposto, este estudo teve como objetivo principal identificar o estágio de motivação para a mudança em usuários de álcool e crack institucionalizados. Além disso, procurou relacionar os estágios de motivação a variáveis sociodemográficas e verificar se há diferença no nível  de motivação em relação ao tipo de droga e ao local de internamento.