Saiba os detalhes
“A transmissão ocorre por inúmeros alimentos contaminados com o trypanosoma cruzi, transmitido pelas fezes do inseto barbeiro, entretanto o açaí e a bacaba estão entre os mais envolvidos devido ao consumo rotineiro e sem controle de higiene e cuidados no momento do processamento”, explicou. “E graças às notificações em tempo hábil, mais de 90% dos casos confirmados tem evoluído para a cura da doença”, enfatizou o coordenador. Planejar e estabelecer (recomendar/adotar) estratégias que promovam a integralidade das ações voltadas para a minimização dos riscos à saúde pública, controle de eventos, doenças e agravos decorrentes dos fatores de riscos ambientais, de modo a otimizar os recursos necessários e potencializar o efeitos na saúde e qualidade de vida das pessoas com foco na eficiência, eficácia e efetividade dos resultados. A prevenção da re-urbanização da transmissão da febre amarela tem sido efetiva no país pela redução da incidência da forma silvestre, por meio da vacinação, e do combate ao mosquito Aedes aegypti, seu principal vetor, que re-infestou o país de forma definitiva a partir de 1976.
“Vamos continuar atuando juntamente com os Centros Regionais de Saúde garantindo apoio, assessoria técnica e capacitação aos 144 municípios paraenses”, afirmou. Segundo a coordenadora de Entomologia, Bárbara Almeida, em relação à doença de Chagas, uma das atividades importantes é a implantação de Postos de Informação de Triatomíneo (PITs), onde a população pode entregar barbeiros capturados em suas casas. A data comemorativa foi instituída pela lei 5.352 de 8 de novembro de 1967, com a finalidade de promover a educação sanitária e despertar na população a consciência do valor da saúde. Outro objetivo é homenagear e recordar a vida e o trabalho de Oswaldo Cruz, um dos principais responsáveis pelas erradicações de perigosas epidemias que acometiam o Brasil no final do século XIX e começo do século XX.
Os três últimos integram o projeto nacional de estudo da ecologia e monitormento da leishmaniose em áreas impactadas pelo Projeto de Transposição do Rio São Francisco, parceria da Fiocruz com a Sesa. Na vigilância entomológica, há diferentes metodologias para levantamento de acordo com as diferentes fases de vida do vetor. O seu controle envolve o diagnóstico e tratamento precoce dos casos detectados e controle dos insetos transmissores. A aplicação de inseticida no interior e no peridomicílio é geralmente dificultada pelo grande número de recusas por parte da população. Uma medida importante de controle, apesar de não ser consensual, é a identificação de cães infectados e seu sacrifício, pois seriam importantes reservatórios do calazar. As doenças transmitidas por vetores são responsáveis por mais de 17% de todas as doenças infecciosas.
Outra legislação do Ministério da Saúde é a Portaria MS/GM nº 2.142, de 09 de outubro de 2008, que trata de normas específicas para direcionar atividades da vigilância sanitária (Visa) em ações de prevenção e controle da dengue, em particular na gestão de atividades como ferros-velhos e similares. As orientações do Ministério da Saúde para controle do mosquito Aedes aegypti , vetor das arboviroses urbanas, dengue, chikungunya e Zika são disponibilizadas por publicações, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. A malária é uma doença infecciosa, febril, potencialmente grave, causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados. No entanto, também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez. Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça (que podem ocorrer de forma cíclica).
A saúde de uma população está associada aos seus determinantes sociais e ambientais, o que inclui as características climáticas de uma determinada região (Krieger, 2001). O Setor Estratégico de Saúde está diretamente associado aos direitos elementares das pessoas, sendo inclusive um direito destacado pela Constituição Federal Brasileira de 1988. Em relação às mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde humana, a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2021) tem destacado a necessidade de direcionar avaliações e subsídios às políticas e programas no setor saúde para apoiar a tomada de decisão, inclusive do setor público, como tem sido realizado pelo AdaptaBrasil MCTI. Durante o ano todo de 2020, foram confirmados 228 casos de leishmaniose visceral e 3.159 de tegumentar. As leishmanioses são doenças infecciosas não contagiosas de curso crônico, causadas por protozoários do gênero Leishmania, causando as formas clínicas tegumentar (cutânea e mucosa) e a visceral. Quando não tratadas precocemente causam deformidades importantes no caso da tegumentar, e óbito no caso da visceral.
Em Sobral, a equipe de entomologia da CRES faz a investigação do vetor da peste, doença bacteriana transmitida através da picada de pulgas infectadas. As equipes também realizam investigações eventuais como resposta a manifestações epidemiológicas de agravos à saúde. A cada ano, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo são infectadas e mais de um milhão vem a óbito por doenças transmitidas por mosquitos, moscas, carrapatos, caramujos e outros vetores.
Foram também ensaios laboratoriais que determinaram em 2009 e 2010 a troca de inseticidas utilizados no fumacê por causa da resistência do mosquito da dengue aos produtos utilizados até então. Em 2009, o inseticida Deltametrina foi substituído pelo Malation e, em 2010, o larvicida organofosforado usado foi trocado regulador de crescimento Diflubenzuron. A vigilância entomológica realizada pelas equipes municipais de saúde, faz a observação e avaliação de informações dos insetos vetores e sua interação com o ambiente. É baseada em indicadores para detectar a presença, a distribuição geográfica e a densidade dos insetos no tempo e no espaço, permitindo estimar os riscos de transmissão de patógenos. Tem como finalidade recomendar e direcionar medidas de prevenção e controle, preferencialmente por meio do manejo integrado de vetores (MIV).
Atua na realização de capacitações e treinamentos para profissionais dos laboratórios de entomologia do Estado, distribuição de equipamentos e insumos laboratoriais (EPI’s, microscópios bacteriológico e entomológico etc), manejo de materiais para controle das populações de insetos e produção de laudos entomológicos e relatórios. “Também produzimos materiais técnicos e educativos em formato digital para divulgação da situação epidemiológica, medidas de controle e prevenção”, acrescentou Éder Amaral. O controle das doenças vetoriais exige, na maioria das vezes, atividades executadas não exclusivamente nas unidades de saúde, mas, também, nos locais de habitação e de trabalho da população. Buscam-se prioritariamente os fatores de risco de adoecer, não se restringindo exclusivamente ao tratamento do dano por elas provocado. É, portanto, uma atitude ativa do setor saúde, não só executando ações específicas de controle, como promovendo atividades vinculadas a outros setores da sociedade, como o de educação, de saneamento, de colonização e reforma agrária, de meio ambiente, de financiamento de projetos desenvolvimentistas, entre outros.
Doença infecciosa febril aguda causada por um vírus pertence à família Flaviviridae, do gênero Flavivírus. O vírus da dengue apresenta quatro sorotipos, em geral, denominados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 . Em casos graves, há hemorragia intensa e choque hemorrágico (quando uma pessoa perde mais de 20% do sangue ou fluido corporal), o que pode ser fatal. Diferentes modelos de controle têm sido considerados e muitas estratégias têm sido questionadas e modificadas. O artigo de Melchior e colaboradores3 permite uma reflexão sobre as condições de saúde de grupos indígenas do Estado do Paraná, utilizando-se de indicadores epidemiológicos bastante sensíveis para captar as alterações ocorridas nos últimos anos.
Trata da análise das condições de vida de população idosa, grupo populacional crescente na população brasileira, vivendo o processo de transição demográfica e epidemiológica. A globalização das viagens e do comércio, a urbanização não planejada e os desafios ambientais como as alterações climáticas estão tendo um impacto significativo sobre a transmissão das doenças nos últimos anos. Algumas doenças, como a dengue, chikungunya e o Vírus do Nilo Ocidental estão surgindo nos países onde eram desconhecidos.